Obrigada/obrigado
É uma enorme dúvida que se verifica em grande parte dos falantes de português: quando utilizar “obrigado” ou “obrigada”.
“Obrigado(a)” é o adjectivo verbal ou particípio passado do verbo “obrigar” que varia em género (feminino, masculino) e em número (singular plural), de acordo com o sujeito a que se refere.
Compare «ela é estimada pelas suas qualidades», «o presidente foi afastado do cargo» e «as peças da máquina foram substituídas» com «o Pedro ficou-lhe muito grato pela atenção», «a Sofia ficou-lhe grata pelo favor».
É exactamente a mesma coisa: a fórmula de agradecimento “obrigado(s)”/”obrigada(s)” varia em género e em número, de acordo com o sujeito que a emite.
Portanto um homem deve agradecer usando a palavra “obrigado” e uma mulher “obrigada”.
2 Comments:
os coimbrinhas costuma meter um i antes do termo água.
"vamos à i água?"
A língua portuguesa, tanto na sua evolução do Latim para o Português Antigo como actualmente, manifesta uma forte tendência para a eliminação de hiatos (encontro de duas vogais pertencentes a sílabas ou a palavras distintas, por exemplo “porto amigo” [o-a] ou “a água” [a-á]). Para isso são usados vários processos fonéticos, como por exemplo a não realização de uma vogal – em “porto amigo” a não realização do “o”: “portamigo”, ou a fusão de duas vogais (crase) como em “dava-a” > “davá”. Um outro processo fonético é o que se verifica em algumas regiões do Norte e Centro do país (não só em Coimbra) e que se caracteriza pela intercalação de uma vogal de transição (chamada vogal epentética) que elimina o hiato de duas vogais iguais, com a mesma articulação: “a água” > “aiágua” ou “a Ana” > “aiana”. A característica fonética destas regiões, já existente no Português Antigo, é, no entanto, uma marca dialectal, uma vez que na variante do português considerada padrão os encontros vocálicos desta natureza são produzidos sem vogal epentética.
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